#Agendasetting
Data: 27/10/2009, publicado em: Google, Redes Sociais, Tecnologia
Raphael Feliz*
Em quanto tempo a TV vai parar de falar de Michael Jackson para falar na nova CPI que está rolando?
Agenda Setting é exatamente isso, entender o poder ideológico da mídia sobre a pauta de discussão na opinião pública. Este pensamento está baseado em dois pressupostos muito simples de defender (até hoje): um, a mídia tem dono e interesses próprios e dois, a mídia tem grande poder de influência na Opinião Pública. Assim, para escolher qual será a foto de capa do grande jornal ou o próximo tema polêmico da novela das oito a mídia de massa tem que resolver uma equação onde a variável ideologia tem mais peso que a variável vender jornal. Se o público não diz o que quer ouvir, a mídia escolherá o que quer nos contar.
Desde que o homem se reúne em torno de uma fogueira e uma ou duas pessoas apenas tinham a palavra, existe uma pirâmide de comunicação, onde apenas o topo fala e toda a base somente escuta. Assim, fica a pergunta, de que forma a mídia hoje pode ouvir o consumidor?
Claro, existem os Reality Shows, onde podemos interferir no desfecho do programa, dentro de uma série de regras, pagando 30¢ mais impostos por ligação. Nos programas ao vivo são lidos e-mails dos telespectadores. Para decidir o rumo do personagem da novela das oito, já ouvi dizer que se faz até pesquisa de opinião com, pasmem, centenas de entrevistados. Isso é o mais longe que a Opinião Pública pode interferir na Media Agenda tradicional.
Fica uma pergunta a Maxwell McCombs, um dos autores da Agenda Setting: como se pode saber com precisão o verdadeiro impacto dos esforços da mídia na Opinião Pública, nos assuntos em pauta nos bares e salões de beleza?
Será que as tradicionais pesquisas de opinião, com amostragem limitada pela verba e resultados distorcidos pelos métodos, ainda podem ser consideradas ferramentas tão relevantes? Em seu livro Click, Bill Tancer nos coloca de frente ao maior pesquisador do mundo; um ente que não está interessado em nossas respostas, mas em nossas perguntas. Estamos falando, é claro, no banco de dados do Google. Através de ferramentas como o Google Insights e o Adwords, esses dados nos dizem o que, quando e como estão buscando os 300 milhões de internautas no mundo.
Todos os dias escuto empresários dizendo, há alguns anos meu site era o primeiro no Google. Agora, ele não está nem na trigésima página. O mesmo acontece com blogs. O Google continua sendo o melhor lugar para se perguntar algo, no entanto, antes era muito mais fácil ser ouvido, ou seja, estar nas primeiras páginas. No momento em que as pessoas e empresas perceberam o poder de estar na primeira página do Google e que isso representava uma oportunidade de transformar a pirâmide dos meios de comunicação em um quadrado, veio a corrida por técnicas de SEO.
Primeiro nos Estados Unidos e agora no mundo, os grandes buscadores viraram mídia e empresas percebem, cada vez mais, que o custo benefício de aparecer na internet é muito mais interessante do que investir em veículos tradicionais. No entanto, os pequenos blogs, em especial os pessoais, simplesmente foram varridos das primeiras páginas. O conteúdo destes blogs até melhorou muito nos últimos anos, mas não detém a mesma visibilidade que se vislumbrava com seu meteórico surgimento na virada do século. No livro Click, Bill Tencer, mostra que apenas 1% das pessoas realmente produz conteúdo, geralmente em blogs e fóruns. 10% consomem esse conteúd, postando nos blogs, twittando ou apenas lendo. Os outros 90% continuam como meros expectadores, frequentando alguns poucos hubs, como as grandes redes sociais.
Eis que, há três anos, a ideia de Jack Dorsey deu um novo passo em blogging, o microblogging. @radfahrer define, em seu blog, esta nova ferramenta: “Mix de um post de blog com mensagem de SMS para um grupo de amigos em um MSN”. Claro, estamos falando do Twitter.
Há quem chame esta ferramenta de site, apesar de um de seus principais diferenciais, ao meu ver, ser o plugin que o conecta diretamente ao browser. Há quem o chame de rede social, embora o foco não seja a socialização, como no Orkut ou Facebook, mas a divulgação de conteúdo, pessoal e, recentemente, empresarial também. Difícil de definir, o Twitter reforça o grupo dos fóruns e comunidades de redes sociais, que representam a oportunidade de dar voz à base da pirâmide, pois os seguidores podem se tornar seguidos.
Em oposição ao modelo de Agenda Setting com pautas pré-definidas e poucos formadores de opinião, o novo cenário requer uma competência cada vez maior dos influenciadores para serem ouvidos (seguidos). Portanto, configura-se um cenário onde a relevância do conteúdo, mais que a qualidade, é cada vez mais imprescindível.
*Raphael Feliz é publicitário e diretor de marketing da agência Publiweb Marketing Digital
Empresas nas Redes sociais: quem deve ser o porta-voz da marca?
Data: 27/10/2009, publicado em: Google, Redes Sociais
Letícia Feix*
Celebridades podem responder mal-humoradas a críticas nas redes sociais, como o Twitter. Podem inclusive, deixar as redes de uma hora para a outra em função de alguma crítica ou por um desgosto com esses ambientes e interações. Todavia, uma empresa, ao entrar em uma rede social, deve levar em consideração que sua imagem, marca, características, resultados, produtos, serão postos à crítica do público e precisa estar preparada para isso quando decide fazer parte desse universo novo.
Primeiramente, é preciso que exista uma pessoa produtora de conteúdo, mas mais do que isso, que seja um porta-voz da marca. Passamos a uma questão interessante nesse ponto. Você deixaria um estagiário ser o porta-voz da sua empresa somente porque ele tem certa facilidade com o Twitter, está sempre no Orkut e sabe muito bem como funciona o Facebook? Se sua empresa faz essa opção, esteja ciente de que isso tem dois lados: é muito importante conhecer as inovações de comunicação possíveis a partir das redes sociais, ter o timing das redes, no entanto, sua marca está exposta quando você cria perfis nesses ambientes e essa pessoa deve estar preparada para todo tipo de interação possível.
Em um caso prático que vivemos na agência, uma empresa média tinha um estagiário de marketing cuidando de redes sociais. Um certo dia, ele entrou em uma rede de afiliados e não foi exatamente educado no trato com as pessoas que estavam na discussão. Uma pessoa começou a fazer algumas perguntas e o estagiário indicou como solução o website institucional. Note que a resposta de um participante foi, se você está aqui presente, porque não podemos perguntar diretamente para você? E pior, outras pessoas foram até o website da marca e não encontraram resposta à dúvida em questão. Em frente a mais de cinquenta pessoas que participavam da discussão, esse “porta-voz” respondeu de forma totalmente ríspida e inadequada aos questionamentos. Infelizmente o mal já estava feito.
O fato gerou insatisfação dentre um grupo de pessoas chave para a instituição, que não eram clientes, mas revendedores dos produtos, que tinham naquela rede social o espaço para discussões sobre os produtos da empresa e técnicas de venda. A atitude do estagiário gerou ao menos duas sensações entre os presentes, que foram externalizadas em posts na rede social: falta de uma relação de confiança e reciprocidade, bem como, uma imagem de falta de profissionalismo.
Uma bola fora como essa pode ser contornada. Um profissional sempre tem um plano B para gerenciar uma crise com seus diferentes públicos, no entanto, a pessoa que estava na função de porta-voz da empresa não era um profissional.
Com esse caso, quero destacar duas coisas. Primeiro, a atuação de uma empresa nas redes sociais deve se pautar por um tripé de Conteúdo, Entretenimento ou Promoção, e sempre que possível, mesclar esses três itens em tudo o que produzir para as redes. Em segundo lugar e nessa linha, Conteúdo eu defino como informação de qualidade, pensada para o público-alvo em questão, focada, direcionada e adequada a esse público. Sempre que possível as empresas devem procurar ter um redator profissional e experiente, que saiba escrever pela empresa, com a linguagem certa e sempre pensando no objetivo que essa comunicação possui.
A comunicação institucional nas redes sociais pode ter ares de pessoalidade, de informalidade, de descontração, e até de humor, mas nunca pode ser de má qualidade, inverdade, gosto duvidoso ou amadorismo – essas características são restritas ao âmbito das pessoas físicas (e às celebridades que, muitas vezes, insistem em se expor de qualquer jeito e sem cuidado nas redes sociais, no gênero “falem mal, mas falem de mim”).
O que foi exposto aqui não deve ser um fator cerceador de ações nas redes sociais, tendo em vista que 53% dos usuários do Twitter acham interessante a realização de ações publicitárias na ferramenta, segundo uma pesquisa da empresa Bullet, de maio de 2009. As pessoas querem ver lançamentos e promoções de produtos nas redes sociais, elas já esperam isso, bem como, também usam as redes para obter dicas sobre compras, analisar opiniões sobre produtos e procurar, principalmente, entre seus conhecidos, uma indicação confiável sobre algo que desejam.
Sendo assim, empresas, dos mais diferentes segmentos devem procurar seu espaço e a melhor forma de se comunicar nas redes sociais, mas devem fazer isso como qualquer outra estratégia de marketing que já adotaram antes: com planejamento, pesquisa de mercado, análise das ações, mensuração e avaliação dos resultados. A grande diferença é que nas redes sociais essas etapas são todas controláveis pela empresa. Uma pesquisa de avaliação das ações, de repercussão e de resultados gerados é, na maioria das vezes, gratuita por meio de diversas ferramentas que já existem hoje na internet, como o Google Analytics e outros plugins do Twitter.
*Letícia Feix é jornalista e Coordenadora de Comunicação da agência Publiweb Marketing Digital
Formulários no Google Docs
Data: 16/09/2009, publicado em: Google
Flávio Torelli*
Quantas vezes você já precisou realizar uma pesquisa de satisfação ou captar alguma informação em seu site e não tinha um desenvolvedor para fazer para você?
Isso não é mais problema, agora você pode utilizar o Google Docs para criar rapidamente formulários e extrair relatórios profissionais em planilhas, PDFs etc.
Como utilizar?
Primeiramente é necessário criar uma conta no Google para ter acesso ao serviço. Se você já possui sua conta, acesse: http://docs.google.com.
Você pode criar formulários com perguntas de vários tipos:
- Texto
- Texto do parágrafo
- Múltipla escolha
- Caixas de seleção
- Escolha de uma lista
- Escala
Confira aqui um exemplo de formulário construído no Google Docs.
Compartilhe:
A ferramenta permite que você envie por e-mail o formulário, é possível também incorporar em seu site da mesma forma que você incorpora um vídeo do YouTube.
Recupere os dados:
Esta é a melhor parte: automaticamente o sistema gera um resumo das respostas, assim você tem uma visão geral das respostas enviadas.
Você também pode visualizar os dados em uma planilha ou em modo de listagem com filtros para realizar consultas.
Recursos como exportar para Excel, OpenOffice, PDF também estão disponíveis. Com esta ferramenta você pode centralizar essas pesquisas em um único local e acessá-las de qualquer lugar.
Você pode utilizar em sua intranet também, para realizar pesquisas com funcionários, diretores, clientes etc.
Organizar pesquisas por e-mails e formulários impressos virou coisa do passado.
*Flávio Torelli é Analista de Sistemas na agência Publiweb Marketing Digital.
Marketing pela Web tem grande procura no Brasil
Data: 18/03/2009, publicado em: Google
Letícia Feix*
Bartira Betini para a Publiweb
Cada dia mais pessoas estão conectadas ao mundo virtual. E as empresas têm aproveitado o alto acesso a rede de computadores para investir em marketing digital. Ou seja, mostrar serviços, vantagens e produtos da empresa por meio de mídias on-line. Com ferramentas de marketing digital usadas para atingir os internautas, as empresas podem aumentar sua lucratividade e o faturamento do seu negócio.
O marketing digital hoje é reconhecido no mercado de publicidade como ferramenta de eficiência comprovada já que está ligado há um público segmentado, tendo em vista que os anunciantes relacionam os anúncios a conteúdos buscados pelo internauta. Um exemplo são os links patrocinados. A pessoa pesquisa sobre culinária e os links patrocinados são de empresas ligadas ao assunto pesquisado, o que facilita que quem esteja pesquisando tenha um interesse quase certo na empresa que está usando essa ferramenta de marketing para conseguir espaço no mercado on-line.
A Publiweb é uma empresa que desenvolve ações completas de marketing digital, pois tem experiência em todas as áreas, desde a construção de site e otimização para o Google, até marketing de varejo, B2B e novas tecnologias. Entre os serviços oferecidos, a otimização de sites leva o cliente a aparecer na frente quando um internauta procura por um assunto no Google.
A Publiweb faz um trabalho contínuo para seus clientes aparecerem logo na frente assim que é feita uma consulta. Esse serviço existe há quatro anos e a empresa garante que os melhores posicionamentos são de seus clientes. Já os links patrocinados dão a oportunidade dos clientes adquirirem vários anúncios que são colocados em sites de buscas de uma maneira que o retorno seja rápido e proveitoso. Esse serviço da Publiweb inclui: levantamento, análise e definição de palavras-chave, além da criação e revisão dos anúncios e do suporte ao cliente.
Conheça mais da empresa visitando o site www.publiweb.com.br.
*Letícia Feix é jornalista e Coordenadora de Comunicação da agência Publiweb Marketing Digital
Anúncios direcionados do Google dão direito a privacidade
Data: 12/03/2009, publicado em: Google
Letícia Feix*
Google anunciou que plano oferece novas maneiras dos usuários protegerem sua privacidade. De forma notável, o Google será a primeira grande companhia a dar aos usuários a habilidade de ver e editar a informação que está sendo compilada sobre seus interesses para propósitos de targeting comportamental. Como o Yahoo e outros rivais, a empresa vai dar ao internauta a opção de não ser incluído na “propaganda baseada em interesses”. Veja mais
*Letícia Feix é jornalista e Coordenadora de Comunicação da agência Publiweb Marketing Digital



